- Eu te amo!
[Não ainda. Não diria que se trata de amor. Meus olhos se encorajam de contar o que o verbo resguarda... Certo dia, em alguma das minhas muitas torres, embaraçou a pipa de um menino cheio de esperanças, então desesperadas pela soma da tempestade, do raio e da barbárie natural a que alguns chamam carma. De lá para cá, o que quer que se assemelhe a uma descarga elétrica, do orgasmo à cólera, revive em mim o menino perdido, com todas as suas dores e encantos. Farejo no seu perfume uma eletricidade que se dispôs a me resgatar no monte mais escondido de mim, devolvendo-me à vida. E temo.]
- Eu também!